sábado, 22 de março de 2008

Rio Cuiabá: feliz ou infeliz?

Por Neila Barreto


Profunda fascinação pelo elemento água e sua implicação em nossas vidas sempre nos empurrou em direção ao desafio de tentar relacionar a sua importância histórica na construção da cidade de Cuiabá, como signo estruturador e suas relações com os diversos ambientes que fazem parte dela.Na história da consolidação do território mato-grossense, o rio Cuiabá sempre foi protagonista. De fonte de sustento dos índios Paiaguás ao principal destino do esgoto de uma cidade com aproximadamente 700 mil habitantes, o velho rio e sua saga contam três séculos de invasão, conquista, vida e morte.
Era pelo rio Cuiabá que chegavam os escravos, alimentos, remédios, roupas, novos exploradores, interessados não só nas jazidas de ouro, mas também nas terras férteis da região do rio abaixo. É dele também, que a população sacia a sua sede, mata a sua fome, faz a sua higiene e adquiria as doenças trazidas pelos viajantes.A ação predatória do homem e a conseqüente reação da natureza têm contribuído ao longo dos anos para aniquilar este precioso meio de transporte, que a incúria dos nossos governantes não tem sabido preservar.
O crescimento das cidades ribeirinhas com a conseqüente ocupação das suas margens, as praias, os clubes de campo, a exemplo de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, agravam o problema.Símbolo da pureza e da fertilidade em muitas culturas, meio de purificação e regeneração, a água tem presença marcante nos registros realizados ao longo da história da humanidade e estão inseridos no imaginário de todos os povos como um elemento de profundas reflexões.As transformações dos rios Cuiabá, Coxipó e córregos em esgotos abertos são fatores provocados pelo novo organismo urbano, resultando no envenenamento da vida aquática, destruição de alimentos, poluição da água que passa assim, a ser imprópria para banhos e consumo humano.Se o rio é um despejo de líquidos contaminados, a cidade passou a ser um grande depósito de cinzas, ferro enferrujado, lixo, sujeiras e até restos de comidas que trazem insetos e doenças.O rio Cuiabá feliz – que poucas milhas acima é um belo curso dágua, com árvores a pender sobre as suas margens e franjas de relva verde a delinear as suas barrancas – tem as suas nascentes no município de Rosário Oeste. É inicialmente, formado por dois pequenos cursos de água, o Cuiabá do Bonito e o Cuiabá da Larga, que afloram entre as serras azuis e Cuiabá, numa altitude de 500 metros.
O ponto de união desses dois cursos é denominado Limoeiro, onde o rio passa a ser chamado de Cuiabazinho. Quando recebe as águas do rio Manso, dobra o seu volume, tendo daí em diante o nome de Cuiabá e perde a sua categoria ao passar por entre as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, se tornando um rio infeliz. O rio Cuiabá e seus principais tributários respondem por 90% do total da água destinada ao abastecimento público na bacia, além de suprir a zona rural, o que ocorre de forma difusa ao longo de todo o rio, atendendo fazendas, sítios, servindo para a pesca, lazer e a recepção de efluentes urbanos e industriais. O mesmo rio que garante o sustento de muitas famílias tem a triste função de receber os dejetos produzidos pela sua própria população.Referendando a necessidade de água boa para beber nos espaços da cidade, a historiadora Maria Adenir Peraro diz que “as cidades deveriam ser dotadas de uma infra-estrutura urbana de saneamento para obrigar e, ao mesmo tempo, oferecer meios de levar a população a aceitar os novos hábitos vistos como sinônimo de progresso e de civilização”, onde todos são responsáveis pela preservação do meio em que vivem para que os rios continuem felizes.

Neila Barreto, é professora, jornalista, mestre em história.

Mestre Ranulpho e o Museu do Futebol

Por Neila Barreto

Durante a minha infância, adolescência e até a fase adulta morei na Rua 24 de Outubro. Ali no bairro Lava-pés. Agora virou Goiabeiras. Desde essa época a minha vida já estava ligada à história, à água e às pessoas. Temas limpos e ricos de serem explorados.Nesse vai e vem com a vida, a escola, a leitura, a pesquisa, o saber recebeu maiores atenções.
Na Rua 24 de Outubro, professores de destaques marcaram jovens mato-grossenses: Francisval de Brito, Maria Nery Batista Ribeiro, Maria Auxiliadora de Carvalho, Floriano de Carvalho, Gracildes, Maria Antônia Galvão entre outros, mas um foi para mim muito especial.Campo-grandense de nascimento (17/03/1913), adotou Cuiabá como sua cidade natal.
Professor de história, português, do Liceu Cuiabano, Escola Técnica de Comércio, José Barnabé de Mesquita. Defendeu tese à cátedra de Língua Portuguesa e foi mestre de tantas gerações de mato-grossenses e cuiabanos ilustres. Interessante! Não foi o meu professor de fato. A minha admiração vinha dos corredores do Liceu Cuiabano e da própria Rua 24.
No entanto, a sua postura e o seu comportamento povoaram o meu inconsciente, pela delicadeza e a forma de ensinar. Seu nome: Ranulpho Paes de Barros.Cuiabano desde 15 de dezembro de 1965, era apaixonado pelo magistério, pela política, futebol, jornalismo, além da preocupação com a família. O jornalismo, desde jovem, foi exercido em sua cidade natal, no jornal ‘Correio do Sul’.
No Rio de Janeiro, onde estudou Direito, foi redator do ‘Jornal dos Esportes’ e, mais tarde, na imprensa mato-grossense, destacou-se, entre outros, como diretor da rádio A ‘Voz do Oeste’, ‘O Estado de Mato Grosso’, ‘O Social Democrata’, a ‘Tribuna Esportiva’ e, por último ‘A Folha Mato-grossense’, do qual foi o fundador, ao lado de Ary Paes Barreto, Ananias Vieira da Silva e Adair Lúcia da Silva, cuja redação ficava na rua Marechal Deodoro, 1063, na capital.
Na política, foi vereador por Cuiabá (1962-1966). Presidente do Poder Legislativo. Fundou o diretório do PSD Partido Social Brasileiro, sendo presidente e secretário da antiga ARENA-Aliança Renovadora Nacional, além de exercer os cargos de secretário-geral da Caixa Econômica Federal, diretor do SESC-SENAC e diretor da imprensa oficial. Foi fundador, presidente, diretor e treinador do Mixto Esporte Clube, ao lado de Maria Machado, Gastão de Matos, Naly Hugueney Siqueira, Avelino, Maninho, Zulmira Canavarros, no dia 20/05/1934.
No clube, participou de todos os títulos conquistados. Foi presidente da Federação mato-grossense de desportos (1937-1975). Primeiro presidente do Conselho Regional de desportos (1939-1975) e, depois, membro efetivo. Fundador da Liga Independente do Futebol Cuiabano.Ranulpho foi também treinador da Seleção Mato-grossense, e por isso mereceu o seu nome no álbum de “Ídolos do Futebol Brasileiro”. Fundou a Associação Mato-grossense de Cronistas Esportivos – AMACE, em 12 de março de 1972, em companhia de Gervásio Leite, Joaquim Leite Neto e Edipson Morbeck.
A lembrança do professor Ranulpho ficou marcada por um pequeno trecho escrito na ajuda em uma festividade escolar para esta aluna, que ficou assim registrado: “Em nossa fundação universitária, a juventude escolar mostra a nossa terra, à sua gente, que possui o dote singular do saber”. “A arte de estudar dignifica o homem, a mulher, enfim, o ser humano. Amplia o campo da visão e forma um conceito próprio. (...)
Nos dias atuais, nos grandes mercados brasileiros e quiçá internacionais, a juventude dentro de uma filosofia, em nível superior, terá sempre o seu lugar de destaque pelo trabalho, pois mostrará sempre o poder de criar as coisas, com técnica apurada. (...) Não terão o mestre como assessor. (...) Mostrarão conhecimentos com perfeição, honestidade, dignidade e conceito próprio, acima de tudo. Sinto-me feliz, como paraninfo”.A lembrança do professor, do jornalista, do batalhador pelos esportes e, principalmente, do futebol, me leva a uni-lo à história dos gols, títulos e glórias, do futebol em nosso estado.
O futebol que faz despertar a chama da paixão, da provocação dos delírios, de lembrança doídas e doloridas que empolgaram homens e mulheres mato-grossenses e fizeram vibrar paixões, ora nos estádios Presidente Dutra, ora no Verdão, ou em outros campos simples e comuns. Sendo o futebol uma representação das atividades sociais, culturais, políticas, econômicas no mundo, é importante a preservação dos seus valores, bem como da memória dos seus representantes.
Em tempos de violência, a preservação da prática dos esportes, enquanto memória, é importante para que as crianças e os jovens se relacionem com esses espaços, a fim de que possam entender que o esporte é um espaço de disputas sadias e naturais. O importante que esta história precisa ser escrita e tornada monumento. Neste momento, em que uma proposta do deputado Roberto França é tornada pública para que se crie o Museu do Futebol, cujo espaço será dedicado a homens e mulheres, em especial à memória do futebol em Mato Grosso, deixamos aqui a sugestão de que esse Museu, esse Memorial, receba o nome de Ranulpho Paes de Barros, quer seja no espaço do Dutrinha, quer seja no Verdão.
Hoje, a pessoa não vai para os estádios tanto quanto no passado, mas a paixão continua. Reúnem-se em churrasquinhos em torno do futebol, por exemplo, talvez com medo da violência, das disputas acirradas das torcidas. No entanto, ele não deixou de nos ajudar a soltar as amarras que temos dentro de nós.
Ao deputado Roberto França cabe essa luta, uma vez que não conseguiu, em outra época, designar o Verdão com o nome do professor Ranulpho. Fazer renascer essa paixão pulsante em todos mato-grossenses, por meio da história e da memória, para que ele permaneça vivo, e para que o futuro conheça belo e mais apaixonante, preservando fatos e imagens que fizeram parte do inconsciente coletivo dos mato-grossenses, em relação ao esporte mato-grossense. Ranulpho Paes de Barros casado com Almira Malhado Paes de Barros. É pai de José Luís, Helena Maria, Antero e Luís Carlos. Tem 12 netos e bisnetos 11.
Faleceu em Cuiabá, em 20 de fevereiro de 1975.
Comentário do Antero no seu site pnbonline:
Tenho por hábito não comentar nada sobre o conteúdo das opiniões dos articulistas. É meu dever não fazê-lo. Dada a particularidade do assunto entretanto, quebro a regra para fazer dois registros:1- Agradecer a Neila Barreto pela homenagem prestada ao meu querido e saudoso pai. Portanto estou me incluindo aí na parte que fala dos filhos de Ranulpho e Almira.Com muita honra e orgulho sou um deles.2- Fazer um registro histórico.
Quando da inauguração do estádio José Fragelli, o ex senador Vuolo desenvolvia enorme campanha para que fosse dado o nome do meu pai ao estádio. Ele,meu pai, já estava com a perna direita amputada. Chamou-me ao seu quarto e pediu-me para ir falar com Ferraz, na época presidente da Câmara e pedir-lhe que não permitisse retirar o nome do Dr. Fragelli.
Eu muito jovem, estava orgulhoso da campanha desenvolvida pelo Vuolo e tentei argumentar: "mas pai..." E ele interrompeu-me: "Não meu filho, vá lá e diga ao Ferraz, presidente da Câmara que não permita isso, o Fragelli realizou o sonho de todos nós". Assim eu fiz. Meu pai foi atendido.Em todo caso, creio falar em nome da família, Obrigado Neila.

A água e o corpo

Por Neila Barreto

Em nosso cotidiano, pela vida agitada que levamos, não prestamos muita atenção no desperdício contínuo da água potável, da sua importância para a vida e, principalmente de um gesto simples: “fechar sempre a torneira após o uso da água”, “só gastar o necessário”.
Por isso devemos entender que, se a água nos faltar, também poderá deixar de existir, pois a água é constituída de corpos. É a essência da vida.Segundo a historiadora Denise Bernuzzi Sant Anna, da PUC-SP, a água é um elemento flexível que passa pelos esgotos aceitando o que o homem abomina, corre alto ou baixo, assume a forma de qualquer recipiente e serve a uma imensidão de propósitos. É um importante testemunho do nosso corpo, presta a ele os mais íntimos e desclassificados serviços, serve aos mais abençoados e higiênicos atos humanos, como a limpeza do nosso corpo, da casa, o batismo dos nossos filhos e filhas e a limpeza rumo ao caminho da última morada.
No entanto, esta sua flexibilidade ao mundo e aos corpos humanos incluem também, a sua abundância e a sua escassez. Para que ela não nos falte é necessário que eduquemos os nossos gestos, os nossos hábitos do dia a dia. Essa tarefa começa na sua casa, passa pela escola, pela comunidade e pelos órgãos responsáveis pela comunicação em nosso país.Longe foi o tempo, onde eram freqüentes no espaço urbano de Cuiabá de outrora, o uso de latas de ferro, potes, barris, pipas, filtros de barros, cuias, jarros, baldes, moringas, etc. para recolher água boa de beber dos rios, fontes, córregos, ribeirões e chafarizes para as nossas casas.
Hoje os tempos são outros, mas a preciosidade da água continua.Os gestos dos escravos de ganho ou não, dos carregadores e das carregadoras dessas latas, desses potes de água, de colocá-los na cabeça, dos carroceiros e as suas pipas eram bastante comum em boa parte da Cuiabá do século XIX. Esses gestos marcaram, sobretudo, a postura e as atividades físicas desses escravos, homens e mulheres pobres, onde a água se servia do corpo como o seu principal meio de transporte, mas onde a sua obtenção era árdua e o seu uso controlado por patrões e senhores.
Eram corpos caracterizados por figuras retilíneas, como as lavadeiras que portavam pesados tachos de cobres repletos de roupas, as quais eram lavadas às margens dos nossos rios e córregos, como o exemplo de Maria Taquara hoje eternizada em praça pública da nossa cidade com o seu gesto habitual.
Por meio desses gestos, dessas formas de obtenção e uso da água encontramos informações preciosas sobre o cotidiano da cidade de Cuiabá, onde toda casa, independente de ser moradia pobre ou abastada, possuía no canto da sala uma talha, contendo de 40 a 60 litros de água de beber e a sua utilização era controlada por uma cuia, caneca ou copo.
Tais usos dessa água nos indicam também, as práticas de limpeza utilizadas nos corpos, como a lavagem dos pés após um dia de labuta; bacias com água morna para o descanso e limpeza dos pés dos viajantes, tinas para banho, banhos de córregos, rios e ribeirões, hábitos que atestam asseios e boa educação, hospitalidade e respeito da população, também presentes nos códigos de posturas da época, vistoriadas por policiais.
No entanto, Cuiabá possui em pleno século XXI uma verdadeira indústria de água que capta dos nossos rios, trata e distribui à população, fazendo chegar até as nossas casas “vestidas” de encanamentos para o consumo humano. Por que não valorizar esse serviço?
Por que não valorizar esse gesto? É preciso que através dos mais humildes gestos, administremos os nossos hábitos, os de nossos filhos, alunos, comunidades em relação ao uso da água potável, a fim de que ela não nos falte. Só assim, poderemos preservar os nossos corpos, animais, plantas, etc. enfim seres vivos que precisam de água para sobreviver. Pense nisso! Não vai doer.

Neila Barreto, é professora, jornalista, mestre em história

“Seu” FIOTE é recebido festivamente no Céu

Por Neila Barreto
Nesse final de semana, o Céu assumiu um caráter duplamente festivo. O momento de tanta euforia foi o encontro de "seu" FIOTE com o amigo Licínio. Lá do alto, completamente emocionados, não conseguiram ficar calados.
Abraçados, ambos se dirigiram à Terra assim: “Sentimos muito pela tristeza das nossas famílias, mas lembramos a eles que, aqui, encontramos a paz, cercados por belos jardins e belas flores, de um coral de anjos, e do mais calmo rio da paz de águas puras e salutares”.
“Aqui – prosseguiram - as lides do campo nos tornarão o espírito mais forte e rijo para não nos deixar abater diante dos insucessos e das derrotas naturais que fazem parte da vida do homem público e pelos quais muitos terão que passar”.
“Dessa Terra guardaremos as mais ternas lembranças e saudades, desde os meus prezados confrades até o mais humilde servidor”.“Confessamos que, se por acaso, involuntariamente, causamos mal a alguém, que nos perdoem humildemente. Pelos pecados que cometemos, pelos erros que praticamos, pelas falhas em que incorremos, pelos deslizes e senões deixados, nós lhes imploramos o esquecimento, pedimos compreensão e suplicamos desculpas”.“Estamos em um novo lar, uma nova e última morada, em volta com os nossos afazeres domésticos, labutando a terra, como vocês já sabem agora azul, estrelada e com um imenso pantanal claro e caudaloso”.“Ao cair da tarde, vamos ouvir juntos os gemidos da Jaó e o cantalorar das perdizes ariscas, ao sopro da brisa que vem do Pantanal”.
“Assim, ao nos despedir, queremos volver a mente para cada um dos nossos familiares, para cada um dos afilhados, para cada um dos amigos que por aí deixamos, e imploramos ao bom Deus para que os protejam e lhes recompensem pelo bem que nos fizeram no decorrer dos anos de convivência. Até breve!”Seu Fiote (Júlio Domingos de Campos) , assim como Licínio (Monteiro da Silva), deixou a vida pública e retornou ao lar, partindo depois para uma viagem infinita e pessoal devidamente programada por Deus.
Deixaram a vida, mas levaram grandes saudades dos familiares, dos afilhados e dos amigos que ficaram, e que sempre procuraram conquistar e conservar, pois amizade não se compra, conquista-se, e vaidades para eles são sentimentos utilizados por homens e mulheres inseguros que não confiam em si próprios.

Museu, Memória e Vida -

Por Neila Barreto
O Ministério da Cultura lança nestes dias 22 e 23 de setembro em 305 instituições museológicas do país a lª Primavera dos Museus, cujo objetivo principal é desenvolver uma agenda de atividades sobre o tema aquecimento global e sintonizar os trabalhos dos museus com o meio ambiente.Em Cuiabá esse novo conceito de museu já é uma realidade.
Procurando esclarecer à população que os museus também se preocupam com os assuntos do presente, do futuro e principalmente do meio ambiente, a Prefeitura Municipal inaugurou no dia 18 o Museu do Morro da Caixa d Água Velha, na Rua Comandante Costa.
Antigo reservatório de água inaugurado em 30 de novembro de 1882, no governo do presidente de província José Maria de Alencastro, construída pelos empresários gaúchos João Frick e Carlos Zanota, o reservatório possuía a capacidade para armazenamento de 1 milhão de litros de água, cuja distribuição era feita por gravidade à população cuiabana. É um novo espaço de contemplação da cidade, da cultura e das práticas da educação ambiental, sem deixar de ser um espaço de memória.Outro espaço será o Memorial da Água situado nas dependências das Estações de Tratamento de Água, no bairro Quilombo.
O local funcionará como fonte de memória e de educação ambiental, mesmo abastecendo 60% da capital com água tratada. Sua entrega à comunidade está prevista para o próximo mês de Outubro.Dessa forma, Cuiabá sai na frente, onde os seus projetos de popularização da ciência e da implantação do Museu e do Memorial voltados para a preservação da memória com foco na preocupação com o meio ambiente, ganham espaços revitalizados disponíveis à população.
Mais adiante, a captação de água bruta construída em 1969 localizada ás margens do rio Cuiabá, no bairro Ribeirão do Lipa, também abrigará um espaço de cultura, memória e preservação do meio ambiente, com o nome de Parque Municipal Dante Martins de Oliveira.
Historiador que é o professor Wilson Santos valorizou o projeto de pesquisa histórica sobre o estudo do abastecimento da água, viabilizando em parceria com a Companhia de Saneamento da Capital – SANECAP/IPDU/FAPEMAT o Museu, o Memorial e o Parque, oportunizando a população cuiabana a interação com o passado, presente e futuro, onde o mote principal é a popularização da ciência, da água e do meio ambiente.

Neila Barreto, é professora, jornalista, mestre em história