domingo, 10 de março de 2019

Por Neila Barreto: Oliva Enciso, pioneira da educação

De acordo com Michelle Perrot (2005) na obra 'As mulheres e os silêncios da história', a história da mulher começa a ser escrita na França, mas os pioneiros são os Americanos. Dessa forma a vida dessas mulheres não pode parar de ser narrada, visto que, ainda, temos muitas mulheres com grandes ações no mundo e que ainda estão na invisibilidade e na inexistência. Seu silêncio está junto com a massa da humanidade, porém, sempre ocuparam espaços e se moveram na história. Assim, vamos continuando!

Olíva Enciso, uma professora normalista que se tornou a primeira deputada estadual eleita pelo estado de Mato Grosso, ainda uno, era uma política natural de Corumbá (MS), nascida a 17 de abril de 1909, na Fazenda Taquaral. Filha de Santiago Enciso, homem autodidata, inteligente, alegre, comunicativo, bom leitor e que vivia rodeado de amigos. De descendências paraguaia e italiana que, aos 14 anos de idade, fugiu de navio de um seminário no Paraguai e passou a morar na Fazenda Taquaral como encarregado.

Elza Biancardini: a cozinheira do Papa - Por Neila Barreto

Dona Elza preparou almoços e coquetéis na Residência dos Governadores para os Presidentes da República como João Figueiredo, Geisel, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso...



“Das montanhas da Síria e do Líbano eles desceram com seu agudo perfil, sua capacidade de trabalho e de sonho, sua ânsia de viver, suas ásperas coragens. Atravessaram o oceano e desembarcaram no Brasil. No dia seguinte todos eles eram brasileiros (...)”.

Dona Elza não era descendentes de sírios e libaneses, mas sim de italianos. Da mesma forma que os sírios, seus pais Antônio Fortunato e Maria Bonaventura Fortunato, imigrantes italianos oriundos de Cosenza, Calábria, chegaram ao Brasil pelo Porto de Santos nos primeiros anos do século XX.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Aspectos Industriais em Mato Grosso – Por Neila Maria Souza Barreto (Parte 2)

AS INDÚSTRIAS MATO-GROSSENSES, NO OLHAR DE VIRGÍLIO CORRÊA FILHO - Por Neila Barreto

CULTURA ALGODOEIRA
Para Virgílio Corrêa Filho, a cultura algodoeira passou despercebida frente às indagações dos primeiros cronistas de Cuiabá, à exemplo de J. A. Cabral Camelo que, ao relatar sobre os índios Parecis informava apenas que em suas roças, as mulheres se utilizavam da árvore do “Tucum” para tecer suas redes e os cobertores, no triênio anterior a 1730. Decorridos 20 anos, no mesmo silêncio, se manteve o cronista José Gonçalves da Fonseca, de quem provém a “Noticia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá”.

Aspectos Industriais em Mato Grosso – Por Neila Maria Souza Barreto (Parte 1)

AS INDÚSTRIAS MATO-GROSSENSES, NO OLHAR DE VIRGÍLIO CORRÊA FILHO
RESUMO
Nos cinco longos capítulos que integram o livro, o autor, intencionalmente, analisa – uma variação sobre o mesmo tema: Indústrias, onde descreve e analisa a indústria açucareira, a cultura algodoeira, a cultura cafeeira, a poaia e a indústria seringueira, em Mato Grosso. O hábil pesquisador apaixonado pelos temas mato-grossenses, teórico de espírito lúcido leva o leitor a discernir com rigor gramatical e comunicação os diferentes aspectos das industrias mato-grossenses, à época, analisando os ciclos econômicos decorrentes de reestruturação produtiva ocorrida nas indústrias, a partir de 1726 a 1926, cujo livro foi publicado em 1945.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Maria Helena Gargaglione Póvoas

Maria Helena, assim como o pai, desenvolveu o amor pelas letras. Desde pequena, recebeu de seu pai, o advogado e historiador Lenine de Campos Póvoas, o amor pelos livros e cresceu entre eles.


Na história do Poder Judiciário do estado de Mato Grosso, Maria Helena Gargaglione Póvoas tornou-se e é, até o momento, a única mulher a ocupar a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional de Mato Grosso (OAB-MT - no biênio 1993/1995 e triênio 1995/1997).


Maria Barata Corrêa da Costa

Primeira Dentista formada de Cuiabá, Dra Maria Barata casou-se aos 24 anos com João Celestino Corrêa da Costa e acabou se tornando artista


Nascida em Corumbá, a 02.07.1915, Mato Grosso uno, como ela  fez questão de afirmar enquanto viva, hoje, Mato Grosso do Sul. Filha de Silvestre Antunes Barata e Maria Mercedes Curvo Barata, graduou-se em 12 de dezembro de 1936 em Odontologia pela Universidade de São Paulo – USP, pela Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade de São Paulo, a Rua Três Rios, 363, no Bom Retiro, São Paulo, com apenas 21 anos de idade.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

São João e a Água

Por Neila Barreto

O mês de junho se foi, mas as festas juninas ainda continuam em nossa cidade e em nossa memória. A alegria dos festejos de São João se confunde com a hospitalidade do nosso povo. Passear pelo centro histórico de Cuiabá neste período é a mesma coisa que relembrar as grandes festas de São João que aconteciam no espaço urbano da cidade.

Por lá as festas juninas sempre aconteciam com muita freqüência. A lavação do santo consistia em colocar os pés dele sob a água e daí para frente tudo era alegria. Banda de música, noiva no carro de boi, quadrilha, quentão, bolo de arroz, amendoim e muita animação.